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Mestre Zeca Cirandeiro leva a força da ciranda da Mata Norte para apresentação em Olinda

Mestre Zeca Cirandeiro, um dos principais nomes da ciranda popular da Zona da Mata Norte pernambucana, se apresenta neste sábado, 18 de abril de 2026, em Olinda, levando ao público o repertório de seu primeiro álbum, A Força Cultural da Mata Norte. O artista é a principal atração da Sambada da Praça do Amaro Branco, que acontece a partir das 21h, na Praça Israel Felix, reunindo diferentes expressões da cultura popular em uma noite dedicada às rodas de ciranda, coco e manifestações tradicionais.

Projeto e circulação estadual

A apresentação faz parte da circulação estadual do projeto “Zeca Cirandeiro – A Força Cultural da Mata Norte”, produzido pela Terno da Mata Produções e realizado com incentivo do Ministério da Cultura, Governo Federal, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Participações e microfone aberto

A noite contará ainda com apresentações do Grupo Indígena Flishimaya, do Coco do Pneu Mirim e do Mestre Arnaldo do Coco, além de espaço de microfone aberto para participação do público.

Trajetória de Mestre Zeca em Paudalho

Aos 60 anos, Zeca Cirandeiro é considerado um dos principais nomes da ciranda popular de Paudalho, município da Zona da Mata pernambucana, onde construiu sua trajetória artística ligada às tradições locais. O álbum “A Força Cultural da Mata Norte” reúne composições que atravessam diferentes momentos da carreira do artista e reafirmam sua atuação na preservação da cultura da região.

Infância nos engenhos e primeiras composições

A relação de Zeca com a ciranda começou ainda na infância, nos engenhos de Paudalho, onde as rodas funcionavam como espaços de convivência comunitária. Ele acompanhava a mãe nas festas e se inspirava nas cantorias do padrasto, Severino Cantador. Aos 10 anos, já participava das rodas com os adultos, criando suas primeiras paródias a partir de cirandas tradicionais, especialmente as de Lia de Itamaracá, referência para o artista.

Do improviso à cena cultural da Mata Norte

Quatro anos depois, aos 14, compôs uma de suas primeiras músicas: “Sou negrão das correntes amarradas nas pernas, correndo atrás do carro de cana”. A canção era interpretada com amigos utilizando instrumentos improvisados de lata. Desde então, Zeca manteve presença constante na cena cultural da região, criando sua própria ciranda, fundando o Bloco do Camelô e ampliando apresentações por cidades vizinhas e distritos rurais da Zona da Mata.

Arte-educação e projetos sociais

Além da atuação como músico, o artista também desenvolve atividades como arte-educador e artista plástico. Em 2003, passou a trabalhar com formações percussivas para crianças atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), levando a ciranda para projetos sociais do município. Suas primeiras apresentações públicas aconteceram nas Festas de São Sebastião, padroeiro de Paudalho.

Repertório autoral e identidade comunitária

Com cerca de 160 composições catalogadas, Zeca Cirandeiro segue ativo na criação musical, mantendo forte ligação com as histórias e experiências da comunidade rural onde nasceu. “Minhas músicas retratam o lugar onde nasci e as experiências que vivi na comunidade rural de Paudalho”, afirma o artista.

Cultura popular em Olinda e fortalecimento da Mata Norte

A apresentação em Amaro Branco integra uma circulação que busca fortalecer e difundir as expressões culturais da Mata Norte pernambucana, reunindo artistas, mestres da cultura popular e novos grupos em torno das tradições da ciranda e do coco.

Serviço

Sambada da Praça do Amaro Branco
Circulação Estadual – Zeca Cirandeiro – A Força Cultural da Mata Norte

  • Data 18 de abril de 2026
  • Horário 21h
  • Local Praça Israel Felix – Rua do Bom Jesus, Amaro Branco, Olinda (PE)

Atrações

  • Mestre Zeca Cirandeiro
  • Grupo Indígena Flishimaya
  • Coco do Pneu Mirim
  • Mestre Arnaldo do Coco

Informações @ternodamata | (81) 98810-3998
Instagram do artista @zecacirandeiro
Spotify https://shre.ink/LpB2

Produção da Terno da Mata Produções e incentivo do Ministério da Cultura, Governo Federal, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.


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