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Jovens desenvolvem soluções tecnológicas para desafios ambientais e sociais em projetos do Instituto MeMaker no Recife

Estudantes do ensino médio participantes do Instituto MeMaker, no Recife, apresentam projetos de inovação desenvolvidos com robótica, expressão criativa e tecnologia, voltados para problemas reais como calor extremo e seca no semiárido nordestino.

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Tecnologia como ferramenta de transformação social

As criações são resultado das atividades pedagógicas promovidas pela instituição, que utiliza programação, pensamento criativo e protagonismo juvenil como ferramentas de transformação social.

Sistema com Arduino para monitorar calor extremo

Entre os destaques está o projeto de Wesley Vasconcelos, de 16 anos, aluno do 1º ano do ensino médio e integrante do programa há mais de um mês. Ele criou um sistema automatizado com Arduino, uma plataforma de prototipagem eletrônica de código aberto (open-source), capaz de monitorar a temperatura ambiente e agir de forma autônoma quando os índices se elevam. O protótipo reúne sensor térmico, monitor, LED e motor. Quando a temperatura atinge um nível crítico, o sistema emite alerta, aciona sinal luminoso e ativa um mecanismo que simula a liberação de água para resfriamento do espaço.

Maquete com sensores para irrigação na Caatinga

Outro exemplo é o trabalho de Nallyni Paulino, de 15 anos, também estudante do 1º ano do ensino médio, que participa do projeto há quase dois meses. Em grupo, ela desenvolveu uma maquete baseada nos desafios enfrentados pela agricultura familiar no bioma da Caatinga. A solução criada utiliza sensores de temperatura e umidade para automatizar a irrigação da plantação sempre que a umidade do solo fica abaixo de 30%, acionando um motor responsável pela liberação de água.

Formação cidadã e protagonismo juvenil

Segundo Tina Olofsson, coordenadora do Instituto MeMaker, a proposta vai além do ensino técnico e estimula a formação cidadã dos participantes. “Quando os estudantes percebem que podem usar tecnologia para resolver problemas concretos da comunidade, eles passam a enxergar novas possibilidades para o futuro. O aprendizado ganha sentido e impacto real”, afirma.

Inovação acessível e democratização do conhecimento

Para Monica Bouqvar, fundadora e diretora do Instituto MeMaker, os projetos revelam o potencial criativo da juventude quando há acesso a oportunidades. “Nosso objetivo é democratizar o conhecimento e mostrar que inovação não está distante da realidade desses jovens. Eles têm talento, sensibilidade e capacidade de propor soluções inteligentes para questões urgentes do nosso tempo”, destaca.

Aprendizagem ativa com robótica, programação e cultura maker

Com metodologia prática e foco em aprendizagem ativa, o Instituto MeMaker atua na formação de jovens por meio da robótica educacional, programação e cultura maker, incentivando autonomia, trabalho em equipe e pensamento crítico.

  • Temas trabalhados robótica educacional, programação, sensores, automação e prototipagem
  • Impacto soluções para calor extremo, seca e agricultura familiar no semiárido
  • Competências autonomia, colaboração, pensamento crítico e protagonismo juvenil

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