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Novembro Azul alerta para a importância de exames de prevenção

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Pnaish), do Ministério da Saúde (MS), completou 17 anos em 2026. Instituída por portaria, ela tem o objetivo de promover a melhoria das condições de saúde da população masculina do Brasil, contribuindo de modo efetivo para a redução da mortalidade. Entre os eixos prioritários da Política, estão acesso e acolhimento, saúde sexual e reprodutiva e doenças prevalentes na população masculina. Nesse contexto, a campanha Novembro Azul surge como um momento oportuno para sensibilizar os homens sobre a importância do cuidado integral.

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Campanha reforça prevenção e cuidado durante todo o ano

De acordo com o urologista e cirurgião Eugênio Lustosa, a campanha de 2026 foca a saúde do homem e as principais doenças que acometem o sexo masculino como forma de prevenção e cuidado integral. Ele reforça que o acompanhamento deve ocorrer ao longo de todo o ano, e não apenas durante campanhas. Na prática, muitos ainda adiam consultas e exames preventivos, o que dificulta o diagnóstico precoce de infecções, diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, obesidade e outros problemas comuns na saúde masculina.

Menos homens buscam atendimento na atenção básica

Segundo o Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde do MS, em 2025 foram registrados cerca de 55,5 milhões de atendimentos de homens e 145,4 milhões de atendimentos de mulheres, uma diferença aproximada de 89,9 milhões. Isso evidencia um registro 2,6 vezes maior de atendimentos femininos em comparação aos masculinos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país.

Dados apontam procura tardia e riscos de diagnóstico avançado

Esse cenário também aparece em pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), segundo a qual 46% dos homens brasileiros só procuram atendimento médico quando apresentam algum sintoma. Entre os que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), o percentual chega a 58%. A preocupação aumenta ao observar dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Em 2023, o Brasil registrou cerca de 146 mil casos de sífilis entre homens de 20 a 29 anos, faixa etária que concentrou 37,8% das notificações no país. Os números reforçam um desafio recorrente na prática urológica: a busca tardia por atendimento, que pode comprometer a identificação precoce de doenças e o início do tratamento adequado.

Medo e estigma ainda afastam parte dos pacientes

A resistência em ir ao médico faz com que muitos casos de câncer de próstata e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) sejam descobertos em fases avançadas, reduzindo as chances de cura. Eugênio relata que muitos homens evitam consultas por medo de receber um diagnóstico que afete a vida sexual ou traga insegurança sobre a expectativa de vida. Ao buscarem ajuda apenas quando os sintomas aparecem, perdem a oportunidade de detectar doenças precocemente e ampliar as chances de um tratamento mais simples e eficaz.

Novembro Azul 2026 incentiva continuidade do cuidado

Diante desse quadro, a campanha Novembro Azul 2026 reforça diretrizes que promovem a continuidade do cuidado com a população masculina, buscando reduzir a ocorrência de doenças e agravos predominantes entre os homens.

  • Manter consultas regulares, mesmo sem sintomas
  • Realizar exames preventivos conforme orientação médica e faixa etária
  • Buscar atendimento precoce diante de qualquer alteração

Prevenção como hábito e não só como campanha

Para o especialista, a prevenção deve fazer parte dos hábitos de cuidado com a saúde ao longo de todo o ano. Consultas regulares ajudam a identificar possíveis problemas antes mesmo do aparecimento dos sintomas, favorecendo o diagnóstico precoce e melhores resultados no tratamento. Mais importante do que adiar uma avaliação por receio é priorizar a própria saúde e buscar orientação médica no momento certo, conclui Eugênio Lustosa.


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