Mateus Solano traz ao Recife seu primeiro monólogo, “O Figurante”
Após ser apresentada em 50 cidades no Brasil e em Portugal para um público superior a 200 mil pessoas, a comédia dramática O Figurante traz Mateus Solano em seu primeiro monólogo, no papel de um figurante que passa a questionar seu lugar em um mundo que parece mantê-lo em segundo plano.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Temporada no Recife e ingressos
O espetáculo chega ao Recife para três sessões no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, nos dias 31 de julho, 1º de agosto e 2 de agosto de 2026. Os ingressos já estão à venda a partir de R$ 80.
Direção e parceria na dramaturgia
A direção é de Miguel Thiré, que volta a colaborar com Mateus Solano após o sucesso de Selfie — espetáculo que lotou teatros de 2014 a 2018 —, em uma parceria inédita na dramaturgia com Isabel Teixeira. A trama mergulha na rotina de Augusto, que luta para encontrar a si em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano.
Um monólogo sobre essência, protagonismo e invisibilidade
O Figurante reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, comenta Mateus Solano.
Como o texto foi criado com o método Escrita na Cena
A dramaturgia foi construída a partir do método Escrita na Cena, desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.
Isabel Teixeira explica o processo
“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração, e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever O Figurante. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. O Figurante coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.
Encenação essencial no palco nu
A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano, com uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e a outros personagens por meio do trabalho mímico.
Miguel Thiré fala sobre a direção
Thiré diz que, neste quinto trabalho ao lado de Solano, em vez de dividirem o palco, ele passa para o lugar de “espectador profissional”, que é a direção. “Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Acompanho o trabalho desse brilhante ator que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, afirma.
Ficha técnica
- Dramaturgia Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré
- Atuação Mateus Solano
- Direção Miguel Thiré
- Direção de Produção Carlos Grun
- Direção de Movimento Toni Rodrigues
- Desenho de Luz Daniela Sanches
- Direção Musical e Trilha Original João Thiré
- Design Gráfico Rita Ariani
- Desenho de Som João Thiré
- Fotos Guto Costa
- Equipe de Produção Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves
- Idealização e Realização Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun
- Produção Bem Legal Produções
- Assessoria de Imprensa Adriana Balsanelli
Sobre Miguel Thiré
Miguel Thiré, diretor e coautor, é filho do ator Cecil Thiré e da atriz Tônia Carrero. Iniciou aos 10 anos sua formação em teatro n’O Tablado e, desde então, vem se destacando nas artes cênicas, com passagens por teatro, cinema e TV. No teatro, trabalhou em peças como Tango, Bolero e Chá-chá-chá e A Babá, ambas sob direção de Bibi Ferreira, e em Otelo, dirigida e estrelada por Diogo Vilela. Também atuou em Série 21, dirigida por Jefferson Miranda, e em Macbeth, sob a direção de Aderbal Freire-Filho. Outros trabalhos incluem Os Altruístas e O Homem Travesseiro, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no FITA 2013. Na TV, esteve em novelas como Porto dos Milagres, Malhação, Em Família, Paixões Proibidas e Poder Paralelo, além da série Copa Hotel. Como diretor, sua carreira inclui peças como Doutor, minha filha não para de dançar ao lado de Mateus Solano e a criação de Superiores, premiada no festival de Campos dos Goytacazes.
Sobre Isabel Teixeira
Isabel Teixeira, coautora, é diretora, dramaturga e atriz, formada pela EAD. Fundadora da Cia. Livre de Teatro, se destacou em peças como Toda Nudez Será Castigada e Um Bonde Chamado Desejo, sendo indicada ao prêmio Shell de melhor atriz em 2002. Em 2005, coordenou o projeto Arena Conta Arena 50 Anos, premiado com o Shell e o APCA. Atuou em obras como Gaivota, Rainha[(S)] (prêmio Shell de melhor atriz em 2009) e O Livro de Itens do Paciente Estevão. Em 2013, dirigiu o monólogo Desarticulações, com Regina Braga, e o show Tudo Esclarecido, com Zélia Duncan. Como diretora, assina projetos como Puzzle (a, b, c e d), Fim de Jogo, com Renato Borghi, e Lovlovlov. Entre 2014 e 2020, fez turnê com E Se Elas Fossem para Moscou?, exibida em diversos países. Em 2024, Teixeira dirige a Cia Munguzá no projeto Linhas e colabora na dramaturgia de O Figurante. Na TV, brilhou como Maria Bruaca no remake de Pantanal e está em cartaz na novela Quem Ama Cuida, como Pilar Brandão.
Sobre Mateus Solano
Mateus Solano, ator e autor, é um dos nomes mais premiados da televisão e do teatro. Recebeu dois Troféus Imprensa, um Prêmio APCA e o Prêmio Bibi Ferreira. Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira no teatro com O Homem que Era Sábado, de Pedro Brício, em 2003. Tornou-se nacionalmente conhecido ao interpretar Ronaldo Bôscoli na minissérie Maysa – Quando Fala o Coração (2009). No mesmo ano, estreou em novelas vivendo os gêmeos Jorge e Miguel em Viver a Vida. Outros destaques na TV incluem Morde & Assopra, Gabriela, Amor à Vida (como o vilão Félix) e Elas Por Elas. Nos palcos, participou de peças como Tudo é Permitido, O Perfeito Cozinheiro das Almas desse Mundo e 2 p/ Viagem (com Miguel Thiré), além de atuar em Hamlet e Selfie. No cinema, integrou o elenco de Linha de Passe (2008), exibido em Cannes, e estrelou filmes como Confia em Mim e Benzinho.
Serviço
[TEATRO] O Figurante, com Mateus Solano
Data e horários
- 31 de julho de 2026 (sexta-feira), às 20h
- 1º de agosto de 2026 (sábado), às 20h
- 2 de agosto de 2026 (domingo), às 17h
Local
Teatro Luiz Mendonça – Parque Dona Lindu, Av. Boa Viagem, s/n, Boa Viagem, Recife
Ingressos
R$ 160 e R$ 80 (meia), à venda na bilheteria do teatro e na plataforma online
Link: https://teatroluizmendonca.byinti.com/#/event/ofigurante
Duração 70 minutos
Informações (81) 98463-8388 e @ofigurante_espetaculo
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