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“A Casa dos Budas Ditosos”, com Fernanda Torres, fará duas sessões no Teatro Guararapes

“A Casa dos Budas Ditosos”, adaptada da obra de João Ubaldo Ribeiro, chega ao Recife com Fernanda Torres para duas sessões no Teatro Guararapes, nos dias 2 e 3 de setembro de 2026, celebrando 23 anos de sucesso e a marca de cerca de 3 milhões de espectadores.

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Fernanda Torres de volta aos palcos

Desde 2023, Fernanda Torres esteve intensamente ligada ao filme “Ainda Estou Aqui”, que conquistou o público e somou mais de 70 prêmios, incluindo o Globo de Ouro de Melhor Atriz, em 2025. Agora, ela retorna ao teatro interpretando uma libertina baiana de 68 anos em “A Casa dos Budas Ditosos”, com direção de Domingos de Oliveira, em uma comédia descrita como inebriante.

Uma trajetória premiada

A montagem rendeu a Fernanda o Prêmio Shell de Melhor Atriz e também o Prêmio Qualidade Brasil nas categorias Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Comédia, em 2004, consolidando o espetáculo como um dos grandes sucessos de público do teatro brasileiro.

Por que o livro virou teatro

Ao ler a obra pela primeira vez, Domingos de Oliveira identificou imediatamente seu valor dramático. Nem todo romance se adapta bem ao palco, mas “A Casa dos Budas Ditosos” é narrado em primeira pessoa e se estrutura como o depoimento direto de uma mulher que deseja contar ao mundo que viveu sua vocação libertina e foi feliz. Como observa o próprio João Ubaldo nas primeiras páginas, “é impossível falar sobre sexo na terceira pessoa”, o que reforça a oralidade que impulsiona a peça.

A escolha da atriz e o efeito libertário

Para viver a personagem, Domingos buscava alguém capaz de transitar por diferentes idades e fases da vida. A solução teatral de escalar uma atriz de meia-idade para interpretar uma mulher mais velha que relembra todas as suas idades tornou-se um artifício simples, porém potente, que acentua o discurso libertário da personagem e fortalece a experiência sensorial proposta por João Ubaldo.

Memória afetiva e experiência sensorial

A seleção de homens e mulheres evocada pela narradora provoca identificação e faz o público revisitar o próprio memorial afetivo. Esse “efeito colateral”, segundo a proposta do espetáculo, é parte central da experiência sensorial que sustenta a montagem.

O texto como filosofia disfarçada

Domingos de Oliveira destaca a dimensão filosófica da narrativa, embutida em folhetins de peripécias sexuais. Para ele, a personagem sem nome criada por João Ubaldo é “uma deusa”, expressão de uma liberdade imaginada por muitos, mas inalcançável na prática.

Um monólogo com limpeza absoluta

O projeto também realizou um desejo antigo de Fernanda Torres: fazer teatro com o mínimo essencial, apenas um ator, um texto e um microfone, inspiração que a atriz alimentava desde que viu o ator e escritor Spalding Gray. A contundência do discurso e a qualidade do texto deram segurança para apostar na máxima do “quanto menos, mais”.

Cena minimalista e objetos em destaque

A encenação assume uma estética limpa: a personagem permanece sentada, acompanhada por poucos objetos, entre eles o livro “Nossa Vida Sexual”, de Fritz Kahn, presente na “Biblioteca do Avô” da personagem, e os dois Budas Ditosos, pequenas estatuetas em miniatura.

Ficha técnica

  • Texto João Ubaldo Ribeiro
  • Elenco Fernanda Torres
  • Direção Domingos de Oliveira
  • Dramaturgia Domingos de Oliveira e Fernanda Torres
  • Direção de Arte Daniela Thomas
  • Direção de Produção Carmen Mello
  • Figurino Cristina Camargo
  • Criação de Maquiagem Marcos Padilha
  • Light Designer Wagner Pinto
  • Trilha Sonora Domingos de Oliveira e Jonas Rocha
  • Assistente de Direção Lincoln Vargas
  • Operação de Som André Omote
  • Operação de Luz Diego Diener
  • Controller Elinete Barcellos
  • Comunicação e Produção Nicolle Meirelles
  • Assistente de Comunicação Maria Alice Belo
  • Fotografia Luciana Prezia
  • Produção Executiva Theatron Produções Artísticas
  • Produção Trígonos Produções Culturais
  • Coprodução Bonarcado Produções Artísticas

Serviço

  • Espetáculo A Casa dos Budas Ditosos
  • Datas 2 e 3 de setembro de 2026
  • Horário 21h
  • Local Teatro Guararapes, Centro de Convenções de Pernambuco
  • Informações (81) 4042-8400
  • Classificação 18 anos

Ingressos e vendas

  • Plateia A R$ 590 (inteira) e R$ 295 (meia)
  • Plateia B R$ 490 (inteira) e R$ 245 (meia)
  • Balcão R$ 250 (inteira) e R$ 125 (meia)
  • Vendas Uhuu.com e bilheteria do teatro

Atenção

Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.


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