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Vegan Vibes nº3 | Por que restaurante vegetariano não abre de noite?

Disse Gregório Duivier em um episódio do ‘Não Importa’. Pera, eu contextualizo. ‘Não Importa’ é um programa que o talentoso Duvivier apresenta ao lado de João Vicente, em que eles falam só de besteirinhas. E, creio eu, eles fazem este programa justamente pelo mesmo motivo que eu ouço: para limpar a mente de tanta treta que o mundo nos apresenta nos campos da Política, Geopolítica, etc. Eis que, no meio de tanta aleatoriedade, ele me sai com essa, que me fez pensar. De fato: porque (pelo menos a maioria acachapante dos poucos)  restaurantes vegetarianos só abrem para o almoço?

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Pelo que percebi, não é que falte público. Pesquisa do Ibope encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) mostrou que, em 2018, 14% dos brasileiros já se diziam vegetarianos, um salto de 75% em relação a 2012, quando o índice era de 8%. Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro juntas, esse número sobe para 16%. Uma pesquisa Datafolha mais recente, encomendada pela SVB em dezembro de 2024, encontrou 7% de brasileiros que se declaram veganos, o equivalente a cerca de 14 milhões de pessoas.

E outra: levantamento do Sebrae-SP de 2016 mostrou esse padrão entre os restaurantes paulistas consultados: 87% funcionavam no horário de almoço, com ocupação média de 2,7 vezes por mesa nesse turno. O dado não é sobre casas vegetarianas nem sobre o Recife especificamente, mas expõe um padrão do setor: o almoço puxa a operação, o jantar fica de lado.

Manter dois turnos custa caro

O mesmo levantamento do Sebrae-SP indica que o custo de mão de obra costuma consumir entre 18% e 30% do faturamento de um restaurante, e abrir à noite significa outra escala de equipe, mais energia, mais segurança, mais transporte de funcionário, mais desperdício de comida que não girou. Some a isso o endereço: muita casa vegetariana funciona em centro comercial ou bairro cheio de gente de dia e esvaziado à noite. E existe dono que monta o negócio pensando em qualidade de vida, e evita o turno noturno por escolha própria.

O resultado é um círculo vicioso: o restaurante não abre à noite porque acredita que não vai ter público, e como quase nenhum abre, ninguém procura comida vegetariana à noite. No Recife isso aparece com clareza. Opção boa para o almoço existem, mas depois das 18h a oferta encolhe e vira lanche, delivery ou aquele prato vegano solitário (e quase sempre pouco criativo) no meio do cardápio de um restaurante convencional.

Os números aí em cima mostram que não falta público vegetariano. Falta um formato noturno que dê vontade de sair de casa: luz boa, entrada para compartilhar, pratos criativos, drinque, música. Um lugar assim receberia veganos, vegetarianos e onívoros na mesma mesa, que é como a maioria dos grupos de amigos se organiza na prática. Será que um dia vai rolar?

A melhor sorveteria em linha reta da América Latina e do mundo faz 10 anos

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Viva! A Jazzlato, sorveteria recifense, fundada por duas mulheres arretadas – a saudosa Mazoza  e a intrépida Thaise – , comemorou 10 anos de existência com um sabor Birthday Cake, o anglicismo para SORVETE DE BOLO! Eu fui lá provar e posso dizer que é uma delícia! Só que, lá tudo é uma delícia! Além dos sabores sazonais (como esse), eu amo o de macadâmia caramelizada, o de pasta de amendoim e o de cookies and cream. Se você não conhece, vá lá! Nem precisa ser vegano, basta gostar de sorvete, prometo que os produtos da Jazzlato não ficam em nada a dever a qualquer marca, vegana ou não. Fica  a dica também para quem é intolerante à lactose e para quem não pode com glúten, já que a casquinha é perfeita e sem a proteína. Vida longa e doce à Jazzlato!

Fica na Galeria Joana Darc, no Pina.



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