Escola Pernambucana de Choro promove roda e palestra sobre sotaques do gênero e a relação com o frevo
A Escola Pernambucana de Choro promove, neste sábado (31), uma roda de choro no Paço do Frevo (Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife). Sob o mote Sotaques do choro, o encontro começa com uma palestra a partir das 11h com professores e os convidados o acordeonista Julio Cesar Mendes e o bandolinista Marco Cesar, abordando as particularidades do choro produzido no estado, especialmente a relação com o cenário pernambucano e sua diversidade de ritmos e gêneros.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Sotaques do choro e a ponte com o frevo
“É possível identificar, de fato, sotaques distintos de se tocar o choro nos diversos locais do país. Aqui, se usa uma formação musical muito parecida com a de um regional de choro para tocar o frevo de bloco, o que proporcionou uma aproximação muito grande entre os gêneros”, explica o maestro e bandolinista Rafael Marques, professor da EPC junto com Junior Teles (pandeiro), Angelo Lima (clarinete e pífano), Helton Migge (bandolim) e Bruno Nascimento (violão de 6 e 7 cordas).
Repertório e acesso
“Nino, o Pernambuquinho”, do Maestro Duda, “Cocada”, de Lourival de Oliveira, e “Relembrando o Norte”, de Severino Araújo, estão entre as composições do repertório deste sábado. O acesso é gratuito mediante o ingresso do museu (R$ 10 e R$ 5). As próximas rodas de choro estão marcadas para os dias 21 e 28 de março, após uma pausa durante o carnaval.
Importância histórica do Recife para o choro
A relevância do frevo pernambucano para o choro nacional é reconhecida por músicos e historiadores, especialmente na primeira metade do século 20. “Nesse período a importância do Recife foi sensivelmente maior para o choro. Além de inúmeros artistas lá começarem a continuar sua carreira, surgiu um tipo específico de choro pernambucano”, atestou Henrique Cazes, pesquisador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Mestres, compositores e formações marcantes
Herdeiros de uma longa tradição de choro, em Pernambuco nasceram e se formaram renomados músicos, compositores e arranjadores do gênero, com destaque no cenário musical chorístico brasileiro. Alguns exemplos são:
- Luperce Miranda
- João Pernambuco
- Rossini Ferreira
- Jacaré
- Severino Araújo
- Orquestra de Cordas Dedilhadas, formada por Henrique Annes, Mestre Chocho, Marcos César e Bozó Sete Cordas, entre outros
Contribuição atual e novas gerações
Apesar do reconhecimento nacional, a contribuição do choro pernambucano para a formação de músicos, inovação de repertório e renovação do próprio gênero na contemporaneidade tem sido pouco estudada e assimilada. Parte dos grandes mestres está viva e continua produzindo e formando discípulos. Há, ainda, uma geração de jovens músicos, compositores e maestros pernambucanos surgidos nas últimas décadas, a exemplo de Alexandre Rodrigues, Bruno Nascimento, Fábio Santos, João Paulo Albertim, Júnior Teles, Helton Migge, as irmãs Maíra e Moema Macêdo, Rafael Marques, Rinaldo Júnior, dentre outros.
Inscrições abertas
A Escola Pernambucana de Choro está com inscrições abertas para aulas de bandolim, violão de 6 e 7 cordas, pandeiro, cavaquinho, pífano e clarinete, via formulário disponível no perfil do Instagram www.instagram.com/escolapernambucanadechoro. Criada em agosto de 2023, a iniciativa busca consolidar tradições e acompanhar mudanças, como um campo aberto a novos olhares e um espaço simbólico de encontro e prática musical coletiva. Por meio do processo formativo, a Escola Pernambucana de Choro abaliza a atuação na manutenção e nas inovações em torno do choro no estado.
Serviço
Palestra e roda de choro com a Escola Pernambucana de Choro e os convidados Julio Cesar Mendes e Marco Cesar
- Quando 31 de janeiro, das 11h às 13h
- Onde Paço do Frevo (Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife)
- Entrada Acesso gratuito mediante ingresso do museu (R$ 10 e R$ 5)
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