Vegan Vibes nº 1
Oi! Eu sou Ana Quitéria. Alguns anos depois de desistir de ser uma influencer vegana (não tive paciência de ter constância e achava chato ter que pensar no que postar, em tratar, deixar bonito, aesthetic e tudo mais), volto em um formato mais tranquilo: uma coluna quinzenal, onde o Veganismo é o protagonista e não o que eu comi, o que comprei, etc. Eu amo seguir influencers veganos, mas esse corre não é para mim!
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Então, quando Carlos Pimenta, o editor do PapoPE, me convidou, achei uma boa ter um espaço para divulgar, discutir, refletir sobre o Veganismo, desde seus princípios, passando por notícias correlatas e também mostrando o que o mercado tem oferecido para quem decidiu tirar a crueldade animal da sua vida, na medida do possível* (se ligue nesse asterisco aqui).
Acrescento que aqui, como espaço jornalístico para além da militância pelos animais, teremos lugar para o contraditório e suas várias possibilidades de vivência. No fim, quem é vegano mesmo sabe: o objetivo é fazer o ser humano entender e aceitar que os animais estão aqui conosco e não para nós. Vamos nessa!
*Existem evidências de que pessoas viviam ‘veganamente’ há mais de 2 mil anos. Mas foi só mais recentemente, em meados do século XX, que uma turma boa se juntou e criou a Sociedade Vegana (The Vegan Society) e cunhou a seguinte definição de Veganismo, que é aceita até o momento, pela maioria:
[…] uma filosofia e um modo de vida que busca excluir — na medida do possível e praticável — todas as formas de exploração e crueldade contra animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro fim; e, por extensão, promove o desenvolvimento e o uso de alternativas sem origem animal para o benefício dos seres humanos, dos animais e do meio ambiente. Em termos alimentares, denota a prática de dispensar todos os produtos derivados total ou parcialmente de animais.
Drops de notícias:
Até a indústria de laticínios quer uma fatia do mercado plant-based
A Bauer Group, tradicional empresa alemã de laticínios, inaugurou um centro de produção e inovação dedicado exclusivamente a alternativas vegetais de leite e iogurte, em sua sede em Wasserburg, na Baviera. O investimento faz parte de uma estratégia da companhia para produzir plant-based com matéria-prima de fazendas da própria região, reduzindo emissões na cadeia de suprimentos.
Segundo o CEO Heiko Modell, a aposta é vista como um caminho estratégico tanto do ponto de vista ambiental quanto comercial. A Bauer se junta a outras processadoras alemãs, como Ehrmann, Zott e Berchtesgadener Land, que decidiram não deixar o mercado plant-based só para marcas especializadas e veganas ‘puras’.
O movimento reforça algo que já sabíamos: o mercado vegano cresceu o suficiente para atrair até quem vive do leite animal. Se comprar um produto desses combina ou não com o seu veganismo, é uma escolha que cabe a cada um.
Fonte: vegconomist, 23 de julho de 2026
Por falar em plant-based… Nos EUA tá cringe ultraprocessados de plantas
Uma reportagem da Food & Wine mostra que, apesar da queda nas vendas de marcas como Beyond e Impossible (equivalentes à Fazenda Futuro no Brasil), o consumo de alimentos vegetais nos Estados Unidos não está encolhendo,está mudando de cara. Enquanto as vendas de ‘carne vegetal’ ultraprocessada caem há quatro anos seguidos, categorias como tofu, leites vegetais e cremes plant-based continuam crescendo, e o interesse por pratos com feijão, lentilha e grão-de-bico está em alta.
Segundo Eve Turow-Paul – autora e palestrante especializada na interseção entre a cultura alimentar, a Era Digital e o bem-estar psicológico, cujo trabalho é traduzir os comportamentos e tendências de estilo de vida das gerações Millennials e Z em dados estratégicos para empresas e ativistas ambientais – o que está de fato morrendo é o rótulo identitário ‘plant-based’, associado à geração millennial e a produtos que tentam imitar carne.
O bom é que
A geração Z é mais avessa a rótulos de qualquer tipo (alimentares, políticos ou de gênero) e, por isso, está comendo mais pratos naturalmente vegetais, sem se preocupar em declarar isso como parte de uma identidade. Ainda bem!
Fonte: Eve Turow-Paul, Food & Wine, 16 de julho de 2026
Eu provei:
Ganhei esse bombom de mashmellow com cobertura de chocolate! Não conhecia ainda o produto, só tinha ouvido falar da marca, mas nem sabia que oferecia opções sem leite, sem ovo e tal. E nenhum deles tem adição de açúcar. O que não quer dizer que é diet, nem muito menos fit, tá? Se acalme.
No site do fabricante eles descrevem assim: Musa vegana zero adição de açúcares, feita com leite de coco e recheada com o primeiro marshmallow vegano. Textura cremosa, recheio macio e 30g de sabor surpreendente. Ainda sobre o fabricante: a marca pertence aos empresário Paulo Kopenhagen Goldfinger (que foi diretor da Kopenhagen por 40 anos) e seus dois filhos, Chantal Goldfinger (aquela que tem mais de 3 mil óculos) e Gregory Goldfinger. Eles são a quarta geração da família fundadora da Kopenhagen, mas a GoldKo opera de forma independente, focada em chocolates e doces sem adição de açúcar.
O danado é uma explosão de doçura, cremosidade meio pegajosa, superhiperultrapalatável, uma festa na boca. Um maremoto de dopamina. Eu achei uma delícia. É para comer todo dia? Não acho. É para comer na TPM, ou depois de uma decepção e se sentir melhor? Eu acho. Deve funcionar muito bem também contra ressacas, laricas e situações correlatas.

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do site Papo PE.
Formada em Jornalismo e Cinema, Ana Quitéria deixou de comer animais há cerca de 20 anos e ainda não parou de ouvir a pergunta: “De onde vem as proteínas?”.
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